quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Os Melhores da Década
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Um Quarto em Roma
Tudo para ser um bom filme certo?Pois Um Quarto em Roma falha miseravelmente. Um colcha de conflitos entre uma cena de sexo e outra não consegue dar peso ao filme,existe uma tendencia em aprofundar o drama,como se em cada momento as duas mulheres se enredassem mais,entretanto só é sugerido pois as ações continuam superficiais,sexo e mais sexo,pausa para uma conversa rápida e mais sexo. Tudo isto permeado de péssimo mau gosto na escolha de uma trilha sonora exagerada que pontua nos momentos errados dando um tom comico a tudo aquilo,uma camera afetada que procura sempre os enquadramentos mais estéticos mas muito gratuito,sem que haja um porque realmente cinematograficamente.Soma-se a tudo isto uma conversa sem pé nem cabeça sobre a Historia de Roma e dos Gregos.
No final me pareceu um comercial mal feito da Microsoft,pois tudo gira em torno do site de busca deles,o bing,que torna o elo de ambas com o mundo real e consequentemente com suas histórias "reais".
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Chyntia ainda tem as chaves
O filme de Gonzalo Tobal é delicado e assertivo. Cynthia ainda permanece com as chaves do apartamento que dividia com o namorado e se aproveita deste fato para passar seus dias em companhia de suas memórias de uma vida feliz. Perdeu-se de si mesma, sua vida foi interrompida com a separação e portanto se apega com afinco àquele espaço ausente de vida a dois,mas que para ela representa seu amado e seus momentos. Cozinha,ouve,musica, dorme, usa as roupas do namorado, e tudo isto com o cuidado de apagar sua existência naquele apartamento,traz a comida que cozinha,os produtos de limpeza ,arruma a cama como a encontrou. Cynthia é como um fantasma,uma sombra.
Absolutamente tudo no curta corrobora para a sensação de deserto que a personagem tem em si, o silencio, a musica melancólica do Smith, os planos abertos que transformam o apartamento em um local muito maior e Cynthia em algo pequeno se esforçando para ocupá-lo. O vermelho presente nela contrasta com as cores frias do espaço. Quanto amor desperdiçado,diz ela em determinado momento.
Entretanto algo incomoda no curta, não é porque Cynthia está melancólica,desgostosa da vida que a personagem não deve ter vida. Minha professora de interpretação costumava dizer que a personagem pode estar triste,a a triz não. É justamente o que ocorre. Falta presença cênica, tudo é esmaecido, os gestos são fracos, os silêncios muitas vezes vazios,não se sustentam. A cena em que prepara a comida,em que corta os pimentões carece de força, suas mãos estão como mortas ao segurar a faca,ao cortá-los , e saberemos ao final do filme a força e a importância que este jantar tem na sua vida. Sua voz é monocórdia, um problema já que a personagem assume a câmera desde o começo,estabelece um monologo conosco de fato, o tom melancólico faz com que o filme perca um pouco das nuances.
Aqui se coloca um problema longe de ser exclusividade de “Cynthia ainda tem as chaves”,com o orçamento enxuto e tempo de filmagem idem, é preciso se perguntar até onde os curtas conseguem bom elenco e tempo para prepará-lo,e se isto muitas vezes não acaba por prejudicar um bom filme. Como resolver este dilema é algo a se pensar uma vez que o curta tem todo um caráter experimental que se perde com os caros longas metragens.Entretanto com um roteiro tão fantástico como este, Gonzalo Tobal poderia apresentá-lo a qualquer atriz que com certeza toparia na hora. Quem não gostaria de ganhar um presente destes?
domingo, 21 de março de 2010
A Single Man
